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Covid-19: Exclusivo FLASH!

Medo nos aeroportos! O testemunho de um português que passou por três cidades em tempos de covid-19

É um relato assustador. O empresário português ligado à noite Inácio Ramos Jr. revela o que viu nos aeroportos de Bogotá, Madrid e Lisboa, até conseguir voltar a casa.
19 de março de 2020 às 19:15
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O empresário português Inácio Ramos Jr. passou por três aeroportos nas duas últimas semanas e relata as principais diferenças das medidas para prevenir o coronavírus.

Em declarações ao site FLASH!, o empresário conta que começou a sua viagem a 3 de março, com destino a Colômbia. "Saí de Portugal, entrei e saí de Espanha de igual forma como todas as outras vezes. Mas na chegada à Colômbia tudo foi diferente. Parecia que tinha chegado à China. Ainda não havia nenhum caso e todos os trabalhadores [estavam] de máscara. Antes do controlo de passaportes, umas senhoras vestidas de batas azuis como nos hospitais tiravam a febre um a um com um e metiam gel anti-bacteriano nas mãos de todos os passageiros", descreve Inácio.

Desde àquela data, a Colômbia tem 102 casos confirmados (no dia 19 de março). Isto num país de quase 50 milhões de habitantes. Em Portugal já há 785 casos confirmados e três mortes. 

Inácio continua o texto lamentando as diferenças destes números. "Há 2 dias recebi um e-mail da Iberia a cancelar-me o voo de regresso a Portugal, dia 25 de março. O primeiro pensamento foi, sei que a minha família está bem, vou cá ficar mais um tempo que aquilo lá está muito pior do que cá. Mas, pensei diuas vezes. Os países vizinhos, o Equador, a Venezuela, o Panamá, já proibiram voos de e para a Europa. É provável que a Colômbia o faça mais dia menos dia, como fez hoje. E depois, quando voltarei a Portugal? E se isto aqui, mais tarde, atinge um pico preocupante como se está a passar na Europa?", temia o empresário português. Por isso decidiu antecipar o voo. 

"Decidi ir logo no dia a seguir para Portugal (provavelmente num dos últimos voos Bogotá-Madrid e Madrid-Lisboa) , para junto dos meus. Claro, sem contacto e mantendo a distância. Cheguei hoje de manhã a Madrid", acrescentou, notando que em Espanha e Portugal os controlos continuavam muito diferentes do que tinha visto lá fora.

Em Madrid, "depois de sair do avião, chego ao controlo de passaporte quase vazio e rastreio... zero! Nem a señorita que costuma estar a ajudar os passageiros que não sabem lidar com o passaporte electrónico lá estava. O aeroporto quase deserto, lojas fechadas, cafetarias fechadas, até os duty free. Ninguém me disse nada. Ninguém me perguntou nada. Ainda bem que o tempo de escala era curto", relatou.

As diferenças também notou nos diferentes voos. "De Bogotá para Madrid vinha completamente cheio (era um A340 ou seja cerca de 350 pax), o de Madrid para Lisboa iam cerca de 40".

Em Lisboa, "parecia um dia normal no aeroporto". "O empregado que estava no tapete de malas do meu voo nem luvas tinha! Assim vamos ser milhares de infectados!"

Inácio garante agora que está em casa em quarentena voluntária, mas queria ver a prevenção de Portugal melhorar. "Quem nunca copiou na escola? Basta copiar o exemplo de Macau. Copiem, ninguém levará a mal. Pelo contrário". 

Portugal tem esta quinta-feira, 19, 785 casos de infecção pelo novo coronavírus em Portugal, mais 143 do que no dia anterior, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). 

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