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Pesadelo. Andreia Rodrigues revela ter sofrido dois abortos antes de ter a filha Alice

Mulher de Daniel Oliveira revela drama vivido em segredo até agora: "Foram dias, semanas difíceis de gerir, de aceitar."
24 de setembro de 2018 às 16:02
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira encantados com Alice
Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues
Andrei Rodrigues, Daniel Oliveira, filha, Alice, SIC
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andreia rodrigues, daniel oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues está grávida de quase 7 meses
andreia rodrigues
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Andreia Rodrigues
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Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
A apresentadora Andreia Rodrigues aproveita dias de calor na praia
Andreia Rodrigues
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Andrei Rodrigues, Daniel Oliveira, filha, Alice, SIC
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Andrei Rodrigues, Daniel Oliveira, filha, Alice, SIC
Andrei Rodrigues, Daniel Oliveira, filha, Alice, SIC
Andrei Rodrigues, Daniel Oliveira, filha, Alice, SIC
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andreia rodrigues, daniel oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
andreia rodrigues
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Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues

Num longo texto, Andreia Rodrigues revela que antes de ser mãe de Alice, fruto do casamento com Daniel Oliveira, teve dois abortos.

Situação que a deixou muito frágil e que agora revela para, como pessoa com uma vida pública, ajudar eventualmente outras mulheres que passaram por este pesadelo.

A apresentadora conta o perído difícil, o que sentiu e o que pensou que os outros pensavam dela. Felizmente, ela e Daniel Oliveira realizaram o sonho de serem pais em maio deste ano, altura em que nasceu Alice.

Andreia Rodrigues cada vez mais apaixonada

Leia na íntegra o que a apresentadora contou:

"Não faço esta partilha como alguém que tem uma profissão pública, mas como mãe, mulher, que sofreu duas situações de aborto e que sentiu receio que os olhares dos outros devolvessem piedade ou comiseração. Acreditei que, ao saber-se, me acusariam de ser frágil e incapaz (que tolice a minha!), como se isso pudesse amputar a minha feminilidade. Falei com algumas amigas e é por saber o quão importante foi para mim que partilhássemos experiências que partilho agora a minha história. Se estas palavras servirem para ajudar alguém a libertar-se de um peso, que não tem de carregar, ou a continuar a ter esperança, já valeu a pena. Porque como mulher, percebi que éramos muitas e quando, muitas vezes, contava o que me tinha acontecido, vinham os desabafos de quem tinha vivido o mesmo, mas não tinha coragem de partilhar. Percebi que é mais comum do que se pensa ou do que se fala. Devíamos falar mais, que a experiência dos outros nos ajude a mitigar a nossa dor. Se não estamos cá para nos ajudar uns aos outros, estamos cá para quê?", conta no seu blog. 

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Viemos passear no primeiro dia quente de Outono! ?? #outono #domingo #babywearing #eucarregoomeubebe #colofazbem #colo #momentosbons #semprejuntas

Uma publicação partilhada por Andreia Rodrigues (@andreiarodriguesoficial) a

Queria muito ser mãe, queríamos muito ser pais e, apesar da pressão pública, só quando sentimos que estávamos preparados, é que demos esse passo. Eu estava consciente de que dificilmente seria imediato – há sempre casos de quem engravida à primeira, mas eu tinha decidido pôr as minhas expectativas num nível moderado. Cada mês que passava sem que eu tivesse engravidado fazia ressurgir alguma tristeza, mas sempre procurei aceitar esse sentimento com tranquilidade. Enquanto isto, as pessoas iam perguntando sobre a maternidade, insistindo que já estava na altura.

Uns meses depois, o teste positivo chegou, a felicidade foi imensa. Fiz uma surpresa ao Daniel para lhe revelar a boa nova, escondi o telemóvel e filmei-nos abraçados e felizes. Nos dias seguintes, tirámos a primeira foto das muitas que iríamos tirar, que nos dessem o "filme" de todo o processo de gravidez. Foi a única que tirámos. Foram dias, semanas difíceis de gerir, de aceitar.

Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira querem aumentar a família
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
3º- Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira

Um ano depois, a mesma alegria. Ou talvez mais. Agora seria real, a dor da perda estava vencida. Ouvir o coração do nosso bebé foi maravilhoso. Íamos ser pais. Partilhámos com família e amigos a nossa felicidade. Assim foi durante algumas semanas, até à véspera do meu aniversário. Foi aí que soube, pela segunda vez, que o meu bebé já não tinha vida. Era precoce – não tinha 3 meses –  disseram-me que ainda não era um bebé, não o devia ver como tal… mas era, eu já o tinha sonhado, eu já nos tinha sonhado: a nossa vida.

Tal como da primeira vez, ainda deitada na marquesa, tentei manter-me firme, não chorei quando em vez de ouvir o bater do coração, ouvi que o coração já não batia: "não há batimentos" – eu tinha pressentido que algo não estava bem, eu sabia que algo se passava com o meu bebé. Eu já era mãe e deixei de o ser. Na sala, tal como da primeira vez, o silêncio cortava e o nó na garganta não me deixava dizer muita coisa, nem era capaz de chorar… a vida mais uma vez puxou-me o tapete, mas eu não podia cair. O Daniel amparou-me, deu-me colo e só em casa desabei e me perdi em lágrimas. Quando entrei, a minha cadela veio feliz, como de costume, enrolar-se nas minhas pernas, Deitei-me com ela no chão, sentia (erradamente) que a culpa era minha, que tinha falhado mais uma vez. A Roma não sabia o porquê mas, curiosamente, deixou-se ficar o tempo que eu precisei e à sua maneira lambeu-me as lágrimas e ficou ali para mim, até eu me acalmar… sentia-lhe a respiração, serena, como se me ensinasse a respirar quando o ar me faltava.

Daniel Oliveira e Andreia Rodriguez concretizam sonho e esperam o 1.º filho
3º- Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues passou a despedida de solteira com o futuro marido e a cadela, Roma
 Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
O casal apaixonado na gala dos Globos de Ouro
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Sorridentes e felizes
Os apresentadores fazem questão de sempre aparecerem juntos no 'red carpet'
daniel oliveira, andreia rodrigues
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Daniel e Andreia ao rubro com o jogo de Portugal
Daniel sempre muito romântico
Daniel e Andreia sempre muito cúmplices
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues têm casamento marcado para junho
Alguns momentos partilhados por Daniel nas redes sociais
Daniel e Andreia estão juntos há quase 6 anos
As férias do casal a Paris
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues com a pequena Roma.
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues mais apaixonados que nunca
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Daniel e Andreia divertidos
O casal não dispensou a água de coco nas férias ao Brasil
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Daniel Oliveira
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Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
daniel oliveira, andreia rodrigues
Daniel Oliveira, Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues e Daniel Oliveira
Daniel Oliveira, Andreia Rodrigues
Daniel Oliveira, Andreia Rodrigues
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues

O médico que me fez a ecografia  – e que me seguia na altura – pediu-me para voltar lá no dia seguinte, só para ter a certeza…. Foi uma noite dura, eu sabia que o meu bebé já não tinha vida dentro de mim, mas ao mesmo tempo havia uma ínfima réstia de esperança. Dia 11 de Abril de 2017 – dia do meu aniversário – a confirmação. Não cantei os parabéns – não nesse dia – não tinha forças para o fazer. Sentia-me perdida, vazia, e por mais que me tentassem animar…eu só queria dormir e acordar daquele pesadelo. Sim, eu sabia que não me podia entregar ao que estava a sentir, não era a primeira vez, mas agora doía mais, foi mais difícil de aceitar…e teríamos de dizer àqueles com quem festejámos que tínhamos perdido o nosso bebé – foi duro. Quis acreditar que se, mais uma vez, assim foi, haveria alguma razão. Hoje percebo que sim. A vida tinha de continuar.

Aprendi muito, aprendi também a ter mais cuidado com as palavras, primeiro porque não temos de exercer pressão sobre a vida dos outros e depois porque não sabemos o que o outro está a viver. "Estás com cara de grávida", "Quando é que tens um bebé?" "Não queres ter filhos?". Na maior parte das vezes, são comentários apenas para fazer conversa, bem intencionados, mas não deixam de nos magoar quando vivemos algo assim, uma dor que é nossa e só nós a entendemos.

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Bom dia! ??

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Depois há os outros: comentários característicos de quem não vê além do seu umbigo e prefere maldizer porque é conveniente. Ouvi ambos, alguns deles durante o processo de perda. As palavras dos outros são, muitas vezes, como vidros que nos entram no corpo, que nos rasgam a pele, que nos ferem – até mesmo as bem intencionadas – ninguém sabe o que estamos realmente a viver, por vezes os sorrisos escondem lágrimas.

Da primeira vez, no dia em que soube, estava a fazer o Grande Tarde, antes da emissão do programa tinha uma produção fotográfica e fui, fotografei, engoli as lágrimas e sorri. Uns dias depois disseram-me que teria de ser internada, pedi para que fosse durante o fim de semana, queria ir trabalhar na 2.ªfeira, não me queria entregar àquela dor. Entrei sábado de manhã e saí no domingo ao final da tarde. Chorei quando acordei, já no recobro, não havia dúvidas. No dia seguinte, lá estava eu em direto. Corroída por dentro. Fingir que nada tinha acontecido era a minha fuga e também uma forma de me proteger. Precisava de tempo. Tempo para me despedir do que vivi até ali, dos planos que tinha feito para nós, mas não era momento de parar, não podia, eu ainda não estava preparada! "É normal, acontece a muitas mulheres,  elas é que não partilham porque acham que é algo que está errado com elas, às vezes sentem vergonha" – dizem alguns especialistas. Certo, acontece a muitas mulheres, é normal, mesmo que doa e doeu muito! É errado achar que o problema somos nós e que somos menos por isso, não temos de nos envergonhar de ter uma gravidez que não progrediu. Partilhar ou não é uma questão de opção, mas que não seja a vergonha ou o receio do que possa ser dito a ditar o que fazemos, e infelizmente é isso que acontece na maior parte das vezes. Não somos menos por isso, não estamos em causa por isso. Algumas mulheres até se terão tornado mais fortes.

As primeiras imagens do casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Hugo Leal e a mulher
Hélder Conduto
O Ferrari de Nuno Gomes chega a Seteais
Nuno Gomes
Nuno Santos
Jorge Andrade
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Júlia Pinheiro
Tânia Ribas de Oliveira e Sílvia Alberto
Nuno Gomes com o noivo
Selfie de Daniel Oliveira
A chegada da noiva Andreia Rodrigues, com o avô
 Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Os padrinhos
Os padrinhos Hugo e Nuno Gomes
As avós dos noivos
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Noivos trocam alianças
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues: beijo
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues: até a cadelinha de Andreia, Roma, esteve presente
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Casamento de Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues

Há um luto: o luto do que foi imaginado, sonhado, um luto do que sentimos, do que vimos acontecer no futuro que sonhámos, do coração que ouvimos bater pela primeira vez…um luto que não se veste de preto mas nos invade e nos deixa às escuras, mesmo que por instantes. E depois?Resta-nos seguir em frente e deixar que o tempo se encarregue de nos dar mais uma oportunidade. Confiar. Sabia e sei que há histórias mais difíceis do que a minha, mas os finais felizes existiam nos vários cenários e essa esperança era essencial, apesar de ter criado um plano B – um plano sem filhos biológicos, essencial para a minha sanidade e felicidade – eu alimentei-me de esperança e ela manteve-me firme. Foquei-me no que me fazia bem. Concentrei as minhas energias de forma positiva e canalizei-as para o que era importante, centrei-me nos meus, na vida, no trabalho, no meu casamento, no amor e aproveitei ao máximo o tempo que a vida me deu.

O dia chegou, Outubro de 2018, um novo teste positivo. Estava feliz, mas cautelosa, o medo estava presente mas não queria ser tomada por ele. Estava grávida. Mas quando os outros ficavam eufóricos com a notícia, nós vivemos até ao último dia com um alegria contida. Sem muitas fotos, sem muitas partilhas.

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Domingo! ?? #amorparaavidatoda #alice #coisasnossas #manhãs @gloopbaby #ninho #aaliceestacrescida

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Em Maio de 2018, tinha finalmente minha filha  no peito. Ela chorou. E eu senti que era real: "sou mãe". E chorei. "Tens-me aqui filha, sou tua, para sempre."

Hoje quando os nossos olhos se encontram e ela me sorri, percebo que tinha de viver o que vivi para a Alice fazer parte das nossas vidas. Tinha de ser ela. Estávamos guardadas uma para a outra. Ela nasceu e eu nasci também!  Nascemos para uma nova vida…

Andreia Rodrigues como nunca a viu
Nas vésperas do casamento, a noiva de Daniel Oliveira mostrou-se sensual
A apresentadora da SIC escolheu o futuro marido e a cadela para se despedir da vida de solteira
Sexy, a apresentadora da SIC experimentou vários conjuntos adequados para a noite de núpcias
Na cama, Andreia Rodrigues posou apenas de sutiã
Apenas de suitã e com uma jóia, Andreia Rodrigues aqueceu as redes sociais
Prestes a subir ao altar, Andreia Rodrigues mostra-se como nunca a viu
A noiva de Daniel Oliveira prevê que o dia do casamento seja
Andreia Rodrigues quer surpreender o noivo
andreia rodrigues
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Não faço esta partilha como alguém que tem uma profissão pública, mas como mãe, mulher, que sofreu duas situações de aborto e que sentiu receio que os olhares dos outros devolvessem piedade ou comiseração. Acreditei que, ao saber-se, me acusariam de ser frágil e incapaz (que tolice a minha!), como se isso pudesse amputar a minha feminilidade. Falei com algumas amigas e é por saber o quão importante foi para mim que partilhássemos experiências que partilho agora a minha história. Se estas palavras servirem para ajudar alguém a libertar-se de um peso, que não tem de carregar, ou a continuar a ter esperança, já valeu a pena. Porque como mulher, percebi que éramos muitas e quando, muitas vezes, contava o que me tinha acontecido, vinham os desabafos de quem tinha vivido o mesmo, mas não tinha coragem de partilhar. Percebi que é mais comum do que se pensa ou do que se fala. Devíamos falar mais, que a experiência dos outros nos ajude a mitigar a nossa dor. Se não estamos cá para nos ajudar uns aos outros, estamos cá para quê?

Queria muito ser mãe, queríamos muito ser pais e, apesar da pressão pública, só quando sentimos que estávamos preparados, é que demos esse passo. Eu estava consciente de que dificilmente seria imediato – há sempre casos de quem engravida à primeira, mas eu tinha decidido pôr as minhas expectativas num nível moderado. Cada mês que passava sem que eu tivesse engravidado fazia ressurgir alguma tristeza, mas sempre procurei aceitar esse sentimento com tranquilidade. Enquanto isto, as pessoas iam perguntando sobre a maternidade, insistindo que já estava na altura.

Andreia Rodrigues mostra barriga de grávida
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Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
3º- Daniel Oliveira e Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
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Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
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Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
Andreia Rodrigues, Daniel Oliveira
25 anos SIC Andreia Rodrigues

Uns meses depois, o teste positivo chegou, a felicidade foi imensa. Fiz uma surpresa ao Daniel para lhe revelar a boa nova, escondi o telemóvel e filmei-nos abraçados e felizes. Nos dias seguintes, tirámos a primeira foto das muitas que iríamos tirar, que nos dessem o "filme" de todo o processo de gravidez. Foi a única que tirámos. Foram dias, semanas difíceis de gerir, de aceitar.

Um ano depois, a mesma alegria. Ou talvez mais. Agora seria real, a dor da perda estava vencida. Ouvir o coração do nosso bebé foi maravilhoso. Íamos ser pais. Partilhámos com família e amigos a nossa felicidade. Assim foi durante algumas semanas, até à véspera do meu aniversário. Foi aí que soube, pela segunda vez, que o meu bebé já não tinha vida. Era precoce – não tinha 3 meses –  disseram-me que ainda não era um bebé, não o devia ver como tal… mas era, eu já o tinha sonhado, eu já nos tinha sonhado: a nossa vida.

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Nós ??

Uma publicação partilhada por Andreia Rodrigues (@andreiarodriguesoficial) a

Tal como da primeira vez, ainda deitada na marquesa, tentei manter-me firme, não chorei quando em vez de ouvir o bater do coração, ouvi que o coração já não batia: "não há batimentos" – eu tinha pressentido que algo não estava bem, eu sabia que algo se passava com o meu bebé. Eu já era mãe e deixei de o ser. Na sala, tal como da primeira vez, o silêncio cortava e o nó na garganta não me deixava dizer muita coisa, nem era capaz de chorar… a vida mais uma vez puxou-me o tapete, mas eu não podia cair. O Daniel amparou-me, deu-me colo e só em casa desabei e me perdi em lágrimas. Quando entrei, a minha cadela veio feliz, como de costume, enrolar-se nas minhas pernas, Deitei-me com ela no chão, sentia (erradamente) que a culpa era minha, que tinha falhado mais uma vez. A Roma não sabia o porquê mas, curiosamente, deixou-se ficar o tempo que eu precisei e à sua maneira lambeu-me as lágrimas e ficou ali para mim, até eu me acalmar… sentia-lhe a respiração, serena, como se me ensinasse a respirar quando o ar me faltava.

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O tempo...3 meses! ?? #alice #amorparaavidatoda obrigada @peaceofcakestudio pelo presente, gostámos muito!

Uma publicação partilhada por Andreia Rodrigues (@andreiarodriguesoficial) a

O médico que me fez a ecografia  – e que me seguia na altura – pediu-me para voltar lá no dia seguinte, só para ter a certeza…. Foi uma noite dura, eu sabia que o meu bebé já não tinha vida dentro de mim, mas ao mesmo tempo havia uma ínfima réstia de esperança. Dia 11 de Abril de 2017 – dia do meu aniversário – a confirmação. Não cantei os parabéns – não nesse dia – não tinha forças para o fazer. Sentia-me perdida, vazia, e por mais que me tentassem animar…eu só queria dormir e acordar daquele pesadelo. Sim, eu sabia que não me podia entregar ao que estava a sentir, não era a primeira vez, mas agora doía mais, foi mais difícil de aceitar…e teríamos de dizer àqueles com quem festejámos que tínhamos perdido o nosso bebé – foi duro. Quis acreditar que se, mais uma vez, assim foi, haveria alguma razão. Hoje percebo que sim. A vida tinha de continuar.

Aprendi muito, aprendi também a ter mais cuidado com as palavras, primeiro porque não temos de exercer pressão sobre a vida dos outros e depois porque não sabemos o que o outro está a viver. "Estás com cara de grávida", "Quando é que tens um bebé?" "Não queres ter filhos?". Na maior parte das vezes, são comentários apenas para fazer conversa, bem intencionados, mas não deixam de nos magoar quando vivemos algo assim, uma dor que é nossa e só nós a entendemos.

Andreia Rodrigues em produção exclusiva
Andreia Rodrigues
Andreia Rodrigues

Depois há os outros: comentários característicos de quem não vê além do seu umbigo e prefere maldizer porque é conveniente. Ouvi ambos, alguns deles durante o processo de perda. As palavras dos outros são, muitas vezes, como vidros que nos entram no corpo, que nos rasgam a pele, que nos ferem – até mesmo as bem intencionadas – ninguém sabe o que estamos realmente a viver, por vezes os sorrisos escondem lágrimas.

Da primeira vez, no dia em que soube, estava a fazer o Grande Tarde, antes da emissão do programa tinha uma produção fotográfica e fui, fotografei, engoli as lágrimas e sorri. Uns dias depois disseram-me que teria de ser internada, pedi para que fosse durante o fim de semana, queria ir trabalhar na 2.ªfeira, não me queria entregar àquela dor. Entrei sábado de manhã e saí no domingo ao final da tarde. Chorei quando acordei, já no recobro, não havia dúvidas. No dia seguinte, lá estava eu em direto. Corroída por dentro. Fingir que nada tinha acontecido era a minha fuga e também uma forma de me proteger. Precisava de tempo. Tempo para me despedir do que vivi até ali, dos planos que tinha feito para nós, mas não era momento de parar, não podia, eu ainda não estava preparada! "É normal, acontece a muitas mulheres,  elas é que não partilham porque acham que é algo que está errado com elas, às vezes sentem vergonha" – dizem alguns especialistas. Certo, acontece a muitas mulheres, é normal, mesmo que doa e doeu muito! É errado achar que o problema somos nós e que somos menos por isso, não temos de nos envergonhar de ter uma gravidez que não progrediu. Partilhar ou não é uma questão de opção, mas que não seja a vergonha ou o receio do que possa ser dito a ditar o que fazemos, e infelizmente é isso que acontece na maior parte das vezes. Não somos menos por isso, não estamos em causa por isso. Algumas mulheres até se terão tornado mais fortes.

Há um luto: o luto do que foi imaginado, sonhado, um luto do que sentimos, do que vimos acontecer no futuro que sonhámos, do coração que ouvimos bater pela primeira vez…um luto que não se veste de preto mas nos invade e nos deixa às escuras, mesmo que por instantes. E depois?Resta-nos seguir em frente e deixar que o tempo se encarregue de nos dar mais uma oportunidade. Confiar. Sabia e sei que há histórias mais difíceis do que a minha, mas os finais felizes existiam nos vários cenários e essa esperança era essencial, apesar de ter criado um plano B – um plano sem filhos biológicos, essencial para a minha sanidade e felicidade – eu alimentei-me de esperança e ela manteve-me firme. Foquei-me no que me fazia bem. Concentrei as minhas energias de forma positiva e canalizei-as para o que era importante, centrei-me nos meus, na vida, no trabalho, no meu casamento, no amor e aproveitei ao máximo o tempo que a vida me deu.

O dia chegou, Outubro de 2018, um novo teste positivo. Estava feliz, mas cautelosa, o medo estava presente mas não queria ser tomada por ele. Estava grávida. Mas quando os outros ficavam eufóricos com a notícia, nós vivemos até ao último dia com um alegria contida. Sem muitas fotos, sem muitas partilhas.

Em Maio de 2018, tinha finalmente minha filha  no peito. Ela chorou. E eu senti que era real: "sou mãe". E chorei. "Tens-me aqui filha, sou tua, para sempre."

Hoje quando os nossos olhos se encontram e ela me sorri, percebo que tinha de viver o que vivi para a Alice fazer parte das nossas vidas. Tinha de ser ela. Estávamos guardadas uma para a outra. Ela nasceu e eu nasci também!  Nascemos para uma nova vida…", conclui.

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