Luísa Jeremias
Luísa Jeremias No meu Sofá

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O que nos dá esperança no meio do caos

O mundo não começa e termina em Portugal. A pandemia da covid-19 é mundial. Logo, não somos uma ilha.
19 de abril de 2020 às 20:02
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O que nos dá esperança no meio do caos
Foto: instagram
Todos os dias oiço (e vejo) Paulo Portas na TVI. Porquê? Porque é das opiniões mais credíveis e globais da nossa televisão. O mundo não começa e termina em Portugal. A pandemia da covid-19 é, como o próprio nome indica, mundial. Logo, não somos uma ilha. Estamos inseridos num contexto global do qual não nos podemos alhear. E Portas, na sua visão, consegue enquadrar sem esquecer e priorizar, evidentemente, o que se passa por cá – que, afinal, é com isso que os portugueses estão mais preocupados. Mais do que dar opiniões, o comentador dá visões, desmonta cenários, explica. E isso é o mais eficaz e necessário nos tempos de incertezas e questionamento que vivemos.

No outro extremo da abordagem do coronavírus, a CMTV tem dado um "baile" à concorrência mostrando como se faz jornalismo de proximidade. Aqui o mundo é, antes de mais, a nossa rua, o nosso prédio, os nossos vizinhos, o que se passa à nossa volta e nos preocupa. Uma rede de correspondentes espalhados por todo o País mostra, antes e de forma exaustiva, o que se está a passar e nos incomoda. A estes profissionais de todas regiões, imparáveis desde o primeiro momento, o meu aplauso. O mesmo para as novas pivôs que têm mostrado a sua garra – Magali Pinto, Sara Carrilho, Daniela Polónia – sem esquecer os veteranos Andreia Vale, João Ferreira, José Carlos Castro. Assim, vale a pena acompanhar em emissão "em permanência".

Finalmente, e voltando às generalistas. A primavera da covid dividiu os pivôs dos principais blocos de informação em duas famílias: os emotivos e os sóbrios. Na primeira categoria cabem aqueles que, desde o primeiro momento, não se coibiram de demonstrar a sua opinião, dar conselhos aos espectadores, partilhar até experiências pessoais. Rodrigo Guedes de Carvalho – o mais popular entre os que espalham "a palavra" – e José Alberto Carvalho – o que não tem vergonha de abrir o coração – ganharam um carinho muito especial do público, que não se compara aos dos seus discípulos Bento Rodrigues, Ana Lourenço ou até, no seu tom próprio, José Rodrigues dos Santos. Do outro lado, no estilo contido, mantém-se Clara de Sousa ou Pedro Pinto. Quem prefere o espectador ver no ar? Para responder a essa questão teríamos de voltar ao tema do infotainment – tabu ainda para muitos... mas o futuro para quem põe o público acima do preconceito.

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