Mais do que fazer parte das minhas memórias, a Suiça também é Lisboa. Conta muitas histórias da cidade, esconde tantas outras. Secretas, inimagináveis mas que explicam muito do que foi e é Portugal.
Serve esta carta para lhe dizer que gosto de si. E que já estava com saudades de o ver com esse boné horrível, com esses calções sempre iguais, esse ar descontraído e de bem com a vida, a caminhar pelo areal...
Pessoal sério das tuc-tuc: vamos pôr ordem nisto! Chega de condutores desmazelados, com t-shirts a precisar de ser trocadas há três dias e a querer dar baile aos "camones" em carripanas emporcalhadas. Corram com os "carochos"! Tuc-tuc digna de Lisboa é limpinha e com condutor cheiroso.
Ronaldo dá ao filho aquilo que não teve. Está a fazê-lo à sua medida, a ensinar-lhe os valores fundamentais nesta, a importância de amar e ser amado. "Tenho a certeza que ele vai entender as minhas razões". Ninguém duvida.
Fiquem sempre de olho numa "sonsa", numa daquelas miúdas com olhar de anjo e postura de quem não parte um prato. Parte a loiça toda! Veja-se Georgina, a nanny tornada namorada de Ronaldo. Está grávida! Bingo!
Não é de Ljobomir que vamos falar. É desta apetência nacional para a comezaina. As da "barriga feita, companhia desfeita ou do "do homem conquista-se pelo estômago"... Vamos às provas?
Tenho a certeza que o dia da mulher foi uma invenção de um machista do pior, daqueles que continua a dividir as mulheres em duas categorias: as parideiras e as que só servem para "o que é".
Dois acidentes no Sambódromo, arrastões na praia, uma cidade a saque que em vez de se levantar na pós-olimpíada, chora as suas mágoas contra a corrupção e o estado das coisas. Será que o fado tirou o lugar do samba?
Já viram os saltos desta nova estação? Parece que recuámos aos romances de Scott Fitzgerald, ao Grande Gatsby, e nos querem ver transformadas em Daisys… mas sem graça nenhuma...