Sandro Bettencourt
Sandro Bettencourt Por Detrás da Câmara

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Jornalismo: o "antídoto" para a desinformação

Os jornalistas nunca pararam durante os últimos três meses. Ao lado dos portugueses dignificaram a missão e o compromisso de informá-los ao segundo sobre a Pandemia. Esta crise trouxe consigo a certeza de que a comunicação social é o pilar de qualquer democracia.
16 de junho de 2020 às 21:38
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Jornalismo: o "antídoto" para a desinformação
Foto: cofina media

O País entra nesta semana na última e talvez mais importante fase de desconfinamento devido à Pandemia da Covid-19. Se por um lado ainda subsistem muitas dúvidas quanto ao futuro há uma certeza insofismável que gostaria de sublinhar.

Durante este período ficou mais uma vez demonstrado que o jornalismo profissional é o verdadeiro pilar de qualquer democracia; o esforço e a dedicação de todos quantos o tornam possível foi muitas vezes esquecido, mas hoje julgo já ninguém ter dúvidas de que foi graças à atividade desses homens e mulheres que as notícias falsas, as tão perniciosas ´fake news’, os mitos, os boatos e a miríade de opiniões de quem se esconde atrás de um teclado, nunca se sobrepusesse à verdade.

Mais do que em qualquer outro momento, agora a informação credível e rigorosa é valiosa. Com coragem, sem hesitar por um segundo sequer o jornalismo nunca parou em Portugal. Implacáveis perante um inimigo invisível que está longe de ser derrotado, televisões, jornais, rádios e plataformas online uniram-se contra uma outra pandemia que se agravou desde março: a desinformação. 

As notícias falsas propagam-se mais rapidamente do que nunca e na maioria das vezes chegam ao público através das redes sociais. O perigo não está em utilizar essas redes, ignorar o que muitas vezes difundem, isso sim, poderia ser nefasto. 

Qualquer um de nós percebeu claramente, nos últimos três meses, o quão perigosas podem ser as ‘fake news’. Mais do que manipular e distorcer o intelecto a desinformação pode acabar por traduzir-se num perigoso fio condutor de sentimentos de alarmismo, ódio, separação, xenofobia e outras formas de descriminação. Tudo aquilo que dispensamos numa altura em que ainda travamos a maior guerra das nossas vidas.

A pouco menos de um mês de deixarmos o estado de calamidade-pelo menos essa é a perspectiva do Governo-quero saudar todos os meus colegas de profissão e aplaudir com orgulho o facto de termos e continuarmos a exercer a nossa missão com coragem, apesar de todas as adversidades. 

Hoje os portugueses percebem que o jornalismo profissional é crucial para as vidas de cada um de nós; hoje nenhum português hesita em valorizar a atividade.

"A redação está vazia…", pensei naquele dia cinzento e soturno em que o país começava a viver agrilhoado pelo segundo estado de emergência da história. Aquele era um cenário que nunca tinha vivido e que não batia certo. Redação vazia, jornalistas em teletrabalho, programas suspensos, alinhamentos revistos ao segundo devido ao coronavírus. Mas o jornalismo não parou. Contorceu-se e adaptou-se mais uma vez para cumprir a sua missão. Continuámos a ir ao fim da rua, a contar histórias, numa demanda incansável pela notícia. O jornalismo mais do que nunca é o melhor antídoto para a desinformação.

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