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Administrador do grupo Cofina apreensivo com medidas do Governo para a Comunicação Social: "É manifestamente insuficiente"

Luís Santana, administrador do Grupo Cofina, mostra-se solidário com direção-geral Editorial quanto às medidas para os media que o Governo se prepara para anunciar. No texto enviado às redações revela preocupação com a eficácia das mesmas e fala em injustiça.
07 de abril de 2020 às 18:35
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Administrador do grupo Cofina apreensivo com medidas do Governo para a Comunicação Social: "É manifestamente insuficiente"
Foto: Cofina Media
A confirmar-se [que o referencial de indexação para a atribuição de apoios do Estado aos grupos de comunicação social seja a perda de receitas publicitárias] é muito preocupante para os meios em geral e para a imprensa escrita em particular. Quem beneficiará serão, sobretudo, os FTA [free to air - canais em sinal aberto] e as rádios.

Os grupos com maior exposição à imprensa [
jornais e revistas, que vivem em grande parte das receitas de circulação] voltam a ser discriminados e prejudicados, criando-se uma situação de injustiça. E o valor de que se fala [pacote de 10 milhões de euros] é manifestamente insuficiente.

Se não forem tomadas medidas de fundo, concretas, tenho poucas dúvidas que os meios muito expostos ao papel estão ameaçados. Mesmo aqueles que estão melhor preparados, como é o caso da Cofina. Além disso, é preciso olhar também para a distribuição, que é a última linha na nossa cadeia e que também está ameaçada. O nosso trabalho de produção será infrutífero se não tivermos distribuição, e a Vasp, que é neste momento a única distribuidora em Portugal, tem a sua actividade ameaçada.

Luís Santana
Administrador Cofina


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